terça-feira, 2 de março de 2010

Dois irmãos e uma lata de leite


Dois irmãozinhos maltrapilhos, provenientes da favela - um deles de cinco anos e o outro de dez, iam pedindo um pouco de comida pelas casas da rua que beira o morro.
Estavam famintos: "Vai trabalhar e não amole", ouvia-se detrás da porta; "aqui não há nada moleque...", dizia outro... As múltiplas tentativas frustradas entristeciam as crianças.

Por fim, uma senhora muito atenta disse-lhes: "Vou ver se tenho alguma coisa para vocês... coitadinhos!" E voltou com uma latinha de leite.
Que festa! Ambos se sentaram na calçada. O menorzinho disse para o de dez anos: "você é mais velho, tome primeiro... e olhava para ele com seus dentes brancos, a boca semi-aberta, mexendo a ponta da língua".

Eu, como um tolo, contemplava a cena.
Se vocês vissem o mais velho olhando de lado para o pequenino! Levava a lata à boca e, fazendo gesto de beber, apertava fortemente os lábios para que por eles não penetre uma só gota de leite. Depois, estendendo a lata, diz ao irmão: "Agora é sua vez. Só um pouco". E o irmãozinho, dando um grande gole exclama: "como está gostoso!".
"Agora eu", diz o mais velho. E levando a latinha, já meio vazia, à boca, não bebe nada.
"Agora você", "Agora eu", "Agora você", "Agora eu." E, depois de três, quatro, cinco ou seis goles, o menorzinho, de cabelo encaracolado, barrigudinho, com a camisa de fora, esgota o leite todo; ele sozinho.

Esse "agora você", "agora eu" encheram-me os olhos de lágrimas...
E então, aconteceu algo que me pareceu extraordinário. O mais velho começou a cantar, a dançar, a jogar futebol com a lata de leite. Estava radiante, o estômago vazio, mas o coração trasbordante de alegria.
Pulava com a naturalidade de quem não fez nada de extraordinário, ou melhor, com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas extraordinárias sem dar-lhes maior importância.



"Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará". - Salmo 37:5

É DEUS QUE NOS ENCONTRA.

O enorme texto abaixo conta a "estória" de Tom. Por favor leia com atenção.

Há cerca de doze anos atrás, eu estava em pé, dentro da classe, esperando enquanto meus alunos entravam para nossa primeira aula de Teologia da Fé.
Aquele foi o primeiro dia em que vi Tommy. Tanto meus olhos quanto a minha mente piscaram ao vê-lo. Ele estava penteando seus cabelos longos e muito louros que batiam uns vinte centímetros abaixo dos ombros. Aquela era a primeira vez em que eu via um rapaz com cabelos tão longos. Acho que estavam começando a entrar na moda.

Dentro de mim, eu sei que o que conta não é o que vai sobre a cabeça, mas o que vai dentro dela, mas naquele dia eu estava despreparado e minhas emoções me confundiram. Imediatamente classifiquei Tommy com um "E" de estranho... muito estranho.

Tommy acabou se revelando o "ateísta de plantão" do meu curso de Teologia da Fé. Constantemente, ele fazia objeções, fazia troça ou gemia contra a possibilidade de existir um Deus-Pai que nos amasse incondicionalmente. Convivemos em relativa paz um com o outro por um semestre, embora eu tenha que admitir que às vezes ele era um estorvo as minhas costas.

Quando, ao fim do curso, ele se aproximou para entregar seu exame final, ele me perguntou num tom ligeiramente cínico:
"O senhor acredita que eu possa encontrar Deus algum dia?"
Imediatamente eu me decidi por uma terapia de choque.
"Não!", respondi enfaticamente.
"Ah!", ele respondeu, "eu pensei que este fosse o produto que o senhor estava tentando nos impingir".

Eu deixei que ele desse uns cinco passos fora da sala quando gritei para ele:
"Tommy, eu não acredito que você consiga encontrar Deus, mas tenho absoluta certeza de que Ele o encontrará".

Ele deu de ombros e saiu da minha sala e da minha vida. Eu fiquei ligeiramente desapontado diante da idéia de que ele não tivesse escutado minha frase tão inteligente:
"Ele o encontrará!" Pelo menos eu achei que era inteligente...

Mais tarde eu vim a saber que Tommy tinha se formado e eu fiquei especialmente aliviado.

Depois recebi uma notícia triste: eu soube que Tommy estava com um câncer terminal. Antes que eu pudesse ir a sua procura, ele veio me ver. Quando ele entrou no meu escritório, reparei que seu físico tinha sido devastado pela doença e que os cabelos longos tinham caídos todos como resultado da quimioterapia.Mas os seus olhos estavam brilhantes e a sua voz estava firme; pela primeira vez na vida, acredito eu.

"Tommy, tenho pensado tanto em você! Ouvi dizer que você estava doente!", disparei.
"Ah, é verdade, estou muito doente. Tenho câncer em ambos os pulmões. É uma questão de semanas agora."
"Você consegue conversar a respeito disso, Tom?"
"Claro, o que o senhor gostaria de saber?"
"Como é ter apenas vinte e quatro anos e estar morrendo?"
"Acho que poderia ser pior."
"De que maneira?"
"Bem, assim como ter cinquenta anos e não ter noção de valores ou ideais, assim como ter cinquenta anos e pensar que bebida, mulheres e dinheiro são as coisas verdadeiramente "importantes" na vida."

Comecei a procurar através do meu arquivo mental a letra "E" onde eu havia classificado Tommy como "estranho".
(Parece que todas as pessoas que tento rejeitar na vida com estas minhas classificações, Deus as manda de volta como que para me ensinar uma lição).

"Mas a razão pela qual eu realmente vim vê-lo", disse Tom, "foi a frase que o senhor me disse no último dia de aula".
(Ele se lembrava!) Tom continuou.
"Eu lhe perguntei se o senhor acreditava que eu encontraria Deus algum dia e o senhor respondeu, 'Não!', o que me surpreendeu. Em seguida, o senhor disse, 'mas Ele o encontrará'. Eu pensei um bocado a respeito daquela frase, embora naquela época eu não pensasse muito em procurar por Deus. (Minha frase "inteligente". Ele tinha pensado muito a respeito!)

Mas quando os médicos removeram um nódulo da miha virilha e me disseram que era um tumor maligno, aí encarei com mais seriedade a procura de Deus. E quando a doença espalhou-se pelos meus órgãos vitais, eu comecei, realmente, a dar murros desesperados nas portas de bronze do paraíso. Mas Deus não apareceu. De fato, nada aconteceu. O senhor já tentou fazer alguma coisa por um longo período de tempo, sem sucesso? A pessoa fica psicologicamente saturada, cansada de tentar. E então, desiste. Um dia, eu acordei e em vez de atirar mais alguns apelos por cima de um muro alto de tijolos atrás de onde Deus poderia ou não estar, eu desisti simplesmente. Eu decidi que de fato não estava me importando... com Deus, com uma vida eterna ou qualquer coisa parecida. E decidi gastar o tempo que me restava fazendo alguma coisa mais proveitosa. Eu pensei no senhor e nas suas aulas e eu me lembrei de outra coisa que o senhor tinha dito:

'A tristeza mais profunda, essencial, é passar pela vida sem amar. Mas seria quase tão triste passar pela vida e deixar este mundo sem jamais ter dito às pessoas que você amou que você as tinha amado.'
Então comecei pela pessoa mais difícil: meu Pai. Ele estava lendo o jornal quando me aproximei dele.

'Papai'. . 'Sim, o quê?' Ele perguntou sem baixar o jornal.
'Papai, eu gostaria de conversar com você.'
'Então converse.'
'É um assunto muito importante!'
O jornal desceu alguns centímetros vagarosos.
'O que é?'
'Papai, eu te amo. Eu só queria que você soubesse disso.'"

Sorrindo para mim, Tom disse com uma satisfação evidente, como se ele sentisse uma alegria quente e secreta fluindo dentro dele:
"O jornal escorregou para o chão e o meu pai fez duas coisas que eu não me lembro de tê-lo visto fazer jamais. Ele chorou e me abraçou. E conversamos durante toda a noite, embora ele tivesse que ir trabalhar na manhã seguinte.
Foi tão bom poder me sentir junto do meu pai, ver as suas lágrimas, sentir o seu abraço, ouvi-lo dizer que me amava. Foi mais fácil com a minha mãe e com o meu irmão mais novo. Eles choraram comigo também e nós nos abraçamos e começamos a falar coisas realmente boas uns para os outros. Falamos sobre as coisas que tínhamos mantido segredo por tantos anos. Eu só lamentei uma coisa: que eu tivesse esperado tanto tempo. Naquele momento eu estava apenas começando a me abrir com todas as pessoas com as quais eu me sentia ligado.

Então, um dia, eu me voltei e lá estava Deus. Ele não veio ao meu encontro quando eu Lhe implorei. Eu acho que eu tinha agido como um domador de animais que segurando um aro diz 'Vamos, pule! Eu lhe dou três dias... três semanas'. Aparentemente Deus age a seu modo e a seu tempo. Mas o que é importante é que Ele estava lá. Ele me encontrou.
O senhor estava certo. Ele me encontrou, mesmo depois de eu ter parado de procurar por Ele."

"Tommy," eu disse quase soluçando, "eu acho que o que você está dizendo é alguma coisa muito mais importante e muito mais universal do que você pode imaginar.
Para mim, pelo menos, você está dizendo que a maneira mais certa de se encontrar Deus, não é fazer d'Ele um bem pessoal, uma solução para os próprios problemas ou um consolo instantâneo em tempos difíceis, mas sim tornando-se disponível para o amor. O apóstolo João disse isto: 'Deus é Amor e aquele que vive no amor vive com Deus e Deus vive com ele.
' Tom, posso lhe pedir um favor? Você sabe que quando você foi meu aluno, você me deu muito trabalho. Mas, (aos risos) agora você pode me recompensar por tudo aquilo. Você viria a minha aula de Teologia da Fé e contaria aos meus alunos o que você acabou de me contar? Se eu lhes contasse a mesma história, não calaria tão fundo neles."

"Oooh . . eu estava preparado para vir vê-lo, mas não sei se estou preparado para enfrentar seus alunos."
"Tom, pense nisto. Se você se sentir preparado, telefone para mim".

Alguns dias mais tarde, Tom telefonou e disse que falaria para a minha turma, que ele queria fazer aquilo por Deus e por mim.

Então marcamos uma data. Mas, ele não pode vir. Ele tinha um outro encontro, muito mais importante do que aquele com a minha turma e comigo. É claro, que sua vida não terminou realmente com a sua morte, apenas se transformou. Ele tinha dado o grande passo da fé para a visão. Ele foi ao encontro de uma vida muito mais bonita do que os olhos humanos jamais viram ou que os ouvidos humanos jamais ouviram ou que a mente humana jamais imaginou. Antes de morrer, ainda conversamos uma vez.

"Não vou ter condições de falar com sua turma", ele disse.

"Eu sei, Tom".

"O senhor falaria com eles por mim? O senhor falaria ... com todo mundo por mim?"
"Vou falar, Tom. Vou falar com todo mundo. Vou fazer o melhor que puder".

Portanto, a todos vocês que foram tão bons e pacientes em escutar esta declaração de amor tão singela, obrigado por fazê-lo. E a você, Tommy, onde quer que você esteja nas colinas verdejantes e ensolaradas do paraíso: eu falei com todo mundo... do melhor modo que eu consegui."

well (Loyola University), USA, 2002.John Po

Cafezinho.


Um professor, diante de sua classe de filosofia, sem dizer uma só palavra pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golf. Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e, imediatamente, todos disseram que sim.

O professor então, pegou uma caixa de bolas de gude e a esvaziou dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golf. O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.

Em seguida, pegou uma caixa de areia e a esvaziou dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora estava cheio.

O professor pegou um copo de café líquido e o derramou sobre pote umedecendo a areia. Os estudantes riam da situação, quando o professor falou:
- Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas.
As bolas de golf são os elementos mais importantes, como Deus, a família e os amigos. São elementos sem os quais nossas vidas não estariam cheias e repletas de felicidade.
As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa bonita, o carro novo, etc.
A areia representa todos as pequenas coisas. Mas se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golf e para as de gude. O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes.
Prestem atenção nas coisas que são primordiais para a sua felicidade. Brinquem com seus filhos, saiam para se divertir com a família e com os amigos, dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos, busquem a Deus e creiam nele, busquem o conhecimento, estudem, pratiquem seu esporte favorito.
Sempre haverá tempo para as outras coisas mas ocupem-se das bolas de golf em primeiro lugar. O resto é apenas areia.

Um aluno se levantou e perguntou o que representava o café. O professor respondeu:
Que bom que você perguntou! O café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo.

Recebido por e-mail.

Bagagem


Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão; mas à medida que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando, porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho. Coisas que você pensa que são importantes.

Num determinado ponto do caminho você nota o peso, que está se tornando insuportável carregar tantas coisas. Você pode, então, escolher:
Ficar sentado a beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali terão sua própria bagagem. Você pode ficar a vida inteira esperando, até que seus dias acabem.
Ou, você pode aliviar o peso, esvaziar a mala.

Mas, o que tirar?
Você começa tirando tudo para fora; e observando cada item da sua mala:
Amor, Amizade... nossa! Tem bastante; e, curiosamente, não pesam nada!
Tem algo pesado. Você faz força para tirar: Raiva - pequenina, mas como ela pesa!
Aí, você começa a tirar, tirar, e aparecem a Incompreensão, o Medo, o Pessimismo... Nesse momento, o Desânimo quase te puxa pra dentro da mala. Mas você, com toda a força, o arranca para fora.
No fundo da mala aparece um Sorriso, que estava sufocado sob o todo aquele peso. Para fora pulam um sorriso após o outro; e aí pula a Felicidade!

Você coloca as mãos dentro da mala de novo, se esforça e tira a Tristeza...
Aí você começa a procurar a Paciência em cada canto da mala, pois vai precisar dela. E não pára de trabalhar até tirar e avaliar tudo o que tem na sua mala: a Força, a Esperança, a Coragem, o Entusiasmo, o Equilíbrio, a Responsabilidade, a Tolerância e o Bom e Velho Humor.

Num último esforço arranque a Preocupação e deixe-a de lado.
Bom, a sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo. Você pensa bem no que vai colocar lá dentro de novo!

Agora é com você. E lembre-se de fazer isso mais vezes, pois o caminho é muito, muito longo...


Autor Desconhecido (recebido por email)

Criança diz cada coisa


Certa vez, uma menina estava conversando sobre baleias com sua professora. A professora disse que era fisicamente impossível que uma baleia engolisse um ser humano porque mesmo que fosse um mamífero muito grande, sua garganta era muito pequena. A menina afirmava que o profeta Jonas teria sido engolido por uma baleia. Irritada, a professora repetiu que a baleia não podia engolir nenhum ser humano: fisicamente era impossível. A menina então disse: "Quando eu chegar no céu vou perguntar para o Jonas como foi essa história". A professora lhe perguntou: "E se o Jonas estiver no inferno?". A menina, com todo o respeito e paciência, lhe respondeu: "Então a senhora pode perguntar a ele".

Uma professora pré-escolar estava observando as crianças do seu grupo enquanto desenhavam. Quando chegou perto de uma menina que trabalhava intensivamente no seu desenho, lhe perguntou o que estava desenhando. Ela respondeu: "Estou desenhando Deus". A professora comentou: "Mas ninguém sabe como é Deus". Sem pensar duas vezes e sem levantar os olhos do desenho, a menina respondeu: "Mas dentro de um minuto vão saber".

Uma professora estava ensinando os Dez Mandamentos para alunos de 5 ou 6 anos. Depois de explicar o mandamento que diz "Respeite o seu pai e a sua mãe", lhes perguntou: Existe algum mandamento que nos ensine como tratar os nossos irmãos e irmãs? Um menino, que era o mais velho dos seus irmãos, respondeu: "Não matarás".

Jesus conhecia esse lado ingênuo e especial das crianças. Por isso repreendeu os discípulos quando eles quiseram tirá-las de perto, com medo que incomodassem o Salvador. Como está escrito no Evangelho de Mateus, capítulo 19, versículo 14 (NTLH), Jesus as chamou de volta dizendo: "Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças ". Jesus recebe as crianças de braços abertos. Ele as ama tanto que morreu na cruz para conquistar para elas, e para todas as pessoas, a vida eterna no céu.

Oremos: Senhor Jesus, ajuda-nos a nos aproximarmos mais das crianças. Que possamos aprender mais com elas. Que a confiança e a naturalidade delas sejam exemplo para o nosso viver na fé em ti. Amém.


Pr. Christian H., ?, 2004